Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

Visita ao ecomuseu da marinha da Troncalhada

         


Com o objectivo de descobrir mais sobre uma das principais atracções turísticas da cidade, decidimos reunir o grupo e visitar as salinas de Aveiro. Para isso deslocámo-nos ao Ecomuseu da Marinha da Troncalhada, onde fomos recebidos e acompanhados pela Dra. Margarida Ribeiro (Câmara Municipal de Aveiro) e pela Dra. Rosa Pinho (Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro).


Segundo as informações recolhidas nesta vista, existem salinas em Aveiro desde o séc. X. Eram então cerca de 500 pontos de extracção de sal espalhados por todo distrito.

O seu número foi diminuindo, tendo sido registadas nos anos 50 cerca de 200 salinas. Actualmente apenas existem 10 marinhas que não funcionam em pleno.

A formação destas marinhas foi possível devido à diminuição do nível do mar que, por volta do séc. XVII, chegava à zona de Esgueira.

Concluiu-se também, através de estudos das argilas, que a ria de Aveiro é uma das formações mais recentes da zona, não tendo mais de 1500 anos.

As Marinhas estão assim divididas por grupos, constituindo no seu todo o “Salgado Aveirense”:


A maior marinha em funcionamento possui 167 meios (parcela mais pequena das salinas) enquanto que a menor apenas tem 18 meios.


O trabalho dos marnotos é sazonal. Em Março/Abril começam-se a avaliar os estragos provocados pelo Inverno, a escoar a marinha e a cortar o torrão. Esta é a fase mais dura para o trabalhador da marinha pois ele tem de reparar toda a área. O torrão é cortado em cubos e é constituído por lodo, argilas e pequenas plantas cujas raízes vão ajudar a suster os muros das salinas. Este é então aplicado, húmido, na marinha depois de ter sido recolhido nos sapais.

No início do verão (Maio/Junho) é feita a cura dos solos. O solo das salinas é então curado por um processo designado por “molhaduras e secaduras” que consiste, tal como o nome sugere, em molhar o solo e a deixá-lo secar para que se forme uma pequena “camada” de sal que vai endurecer a argila e prevenir infiltrações de água nos solos. Para este processo é necessário vento, muito calor e, claro, água salgada.

Em Julho começa a produção de sal que se pode estender até Agosto ou Outubro, dependendo das condições climatéricas.


As salinas funcionam por acção da gravidade: a água vinda do canal é armazenada nos “viveiros” onde ficam depositadas areias e argilas. Seguidamente, e à medida que a água vai passando pelos diversos “tanques”, são filtrados carbonatos de potássio, hidróxido de ferro, e enxofre. Quando chega aos cristalizadores, onde a concentração de sal pode chegar às 30g/l de água, dá-se entao a evaporação e recolha do sal.


A Dra. Rosa Pinho falou sobre a vegetação que vive neste tipo habitat. São plantas que resistem a salinidade, sendo denominadas halófitas. Uma das espécies é a Salicórnia (Salicornia ramosissima), planta comestível e muito utilizada em saladas em outros países, como por exemplo a Holanda.

Esta actividade permitiu-nos analisar mais um dos pontos importantes da cidade e ao mesmo tempo aprender e alargar o nosso conhecimento em novas áreas.

 

          

 

 

 (Fotos tiradas por nós).

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publicado por madeinaveiro às 15:19
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