Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

Maria da Apresentação da Cruz, Herdeiros – Ovos moles de Aveiro

 
 
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“De açúcar, ovos, água e muito saber se fazem os Ovos-moles de Aveiro, segundo uma receita conventual transmitida em segredo ao longo de gerações”.
No dia 6 de Dezembro pelas 10:30m tivemos o prazer de visitar a casa “Maria da Apresentação de Luz, Herdeiros, de ovos-moles de Aveiro”
Fomos acompanhados pela senhora Maria João que nos falou e mostrou o processo de fabrico dos tão apreciados ovos-moles de Aveiro.
“Numa região onde a ria e o Mar se interligam, os motivos marítimos servem de inspiração aos invólucros de hóstia onde o delicioso e nutritivo doce, que outrora servia para fortalecer os doentes nas enfermarias conventuais, aguarda o momento de ser apreciado por um público exigente”.
 Sendo um doce regional, tradicional da pastelaria aveirense, a receita dos ovos moles deve-se às freiras dos vários conventos que existiam na região até ao século XIX – dominicanas, franciscanas e carmelitas. Extintos os conventos, o fabrico dos ovos moles manteve-se, graças a senhoras educadas pelas referidas freiras.
No inicio do processo de fabrico deste doces separam-se as claras das gemas sendo apenas aproveitadas as ultimas. À parte tem-se açúcar com agua a ferver onde, depois de algum tempo, se irão adicionar as gemas para cozedura. Este processo dura cerca de 20m, onde as gemas cozem a mais de 100ºC.
Depois de feito o doce, passa-se à fase de encher as hóstias já compradas (com moldes ilustrativos da cidade). Ao serem cheios dois moldes iguais estes são prensados, um contra o outro, para que fiquem com a forma a que nos acostumaram. Quando se retiram da prensa, os ovos-moles, já revestidos pela hóstia, vão ser recortados para que as formas da hóstia fiquem perfeitas e para depois ficarem em repouso para o dia seguinte.
Depois deste repouso, os ovos já prontos são cobertos com uma calda de açúcar que será o que vai dar beleza e brilho à hóstia tendo também uma função isoladora que vai permitir que os ovos não tenham contacto com o ar. Passado cerca de uma hora, tempo necessário para que a calda seque, os ovos estão prontos para serem vendidos ao público.
Terminada a visita, ficaram-nos mais alguns aspectos importantíssimos da cultura e gastronomia da região, como sendo o fabrico de um dos doces mais conhecidos do país.
 
 
  
publicado por madeinaveiro às 10:31
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