Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Visita à SIMRIA...

    No dia 28 de Fevereiro, o nosso grupo, com a colaboração da professora de Área de Projecto, fomos à ETAR Norte situada na freguesia de Cacia, que se encontra a funcionar desde Junho de 2003. Trata dos efluentes provenientes de Águeda, Albergaria–a-velha, Aveiro (parte), Estarreja, Murtosa, Oliveira do Bairro e Ovar.

O tema escolhido pelo nosso grupo nesta etapa do projecto é relacionado com a ecologia, pelo que achámos interessante visitar este local para enriquecer o nosso trabalho.

Iniciámos a visita pela sala de recepção, acompanhados pela Sr.ª Palmira Gaiola, onde vimos uma maquete sobre todo o recinto.

 

              .

 .

Foram–nos explicadas as diferentes fases do tratamento na ETAR. O trabalho é dividido em três fases principais :

 

·          Pré – Tratamento;

·          Tratamento Primário;

·          Tratamento Secundário.

 .

     

.

O Pré - Tratamento é composto por três fases :

 

à Gradagem

à Desarenamento

à Desengorduramento

 

Em seguida o efluente passa para o decantador primário, passando à fase de Tratamento Primário onde daí saem as chamadas lamas primárias. Estas lamas seguem o seu trajecto para o espessador. Em seguida passam para o digestor primário onde é feito o seu aquecimento e, por conseguinte, para o digestor secundário e gasómetro.

As lamas passam então, para a fase de desidratação e em seguida para o seu armazenamento. O efluente que não sai como lama primária segue para a fase denominada por Tratamento Secundário onde passa no reactor biológico e de seguida no decantador secundário. Daqui, seguem directamente para o espessador na forma de lamas secundárias. Pode ainda, haver uma recirculação do efluente que se encontrava no decantador secundário, voltando ao decantador primário e assim continuar o seu trajecto normalmente.

As lamas secundárias após entrarem no espessador têm o mesmo procedimento que as lamas primárias.

No final, o efluente tratado é rejeitado na estação elevatória IGI e posteriormente descarregado e posteriormente descarregado no Oceano Atlântico através do Exutor Submarino de S.Jacinto.

 

Gostámos imenso da visita, que nos proporcionou conhecer coisas novas e interessantes. Foi-nos dado um panfleto sobre o funcionamento da SIMRIA.

Para mais informações: http://www.simria.pt

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Sábado, 8 de Dezembro de 2007

Visita à Fábrica da Vista Alegre

No passado dia 5 de Dezembro de 2007, alguns elementos do grupo Made in Aveiro deslocaram-se à Fábrica da Vista Alegre.
 
Uma visita que se justifica no contexto do projecto na medida em que é um ponto de referência da cidade, uma fábrica conhecida a nível mundial. Assim, visitámos aquela que é considerada a maior fábrica de porcelana e a 6ª maior da Europa.
Nascida num período de revoluções, a Vista Alegre é fruto do sonho do típico homem moderno do século XIX, José Ferreira Pinto Basto. Influenciado pelo sucesso da fábrica de vidro da Marinha Grande, Pinto Basto decide criar uma fábrica de “porcelanas, vidro e processos químicos”.
 
“Com uma fama que há muito rompeu barreiras geográficas, as suas obras de arte chegam aos quatro cantos do mundo, com casas reais, empresas e gente comum a usar ou coleccionar estas peças, algumas delas únicas e exclusivas. Assim se começou há 180 anos – o alvará régio a permitir a construção da fábrica data de 1 de Julho de 1824 –, e assim continua a ser passados quase dois séculos.
A fábrica da Vista Alegre, em Ílhavo, é quase um museu com vida, onde a história se passeia por todo o lado.” (1)
 
Processo:
 
- O primeiro exemplar de cada peça é SEMPRE feito à mão.
- De seguida são feitas cópias deste molde com gesso vindo de Leiria, os moldes são feitos com água, quartzo, feldspato e caulino.
- O controlo de qualidade é feito um a um e tem duas etapas:
    1ª: são limpas as peças à mão, com água (para limpar quaisquer pequenas deficiências que apresentem)
    2ª: as peças vão ao forno a 1400º
- As asas por exemplo das chávenas são colocadas à parte depois da construção do resto da peça. (são a única empresa a fazer a aplicação das asas)
- Existe um tipo de peças chamado biscuit em que qualquer figura é feita peça por peça, componente por componente.
- Algumas peças têm ainda vidro por cima da porcelana o que lhes dá outro brilho e consistência
- Na presença do vidro o molde também ao forno tantas vezes quantas as cores que o compões porque cada cor têm o seu tempo de cozedura e, caso contrário as cores ficariam misturadas.
- A fábrica não permite diferenças bruscas de temperatura para que nao haja estragos de materiais.
 
Funcionamento da fábrica:
 
- A fábrica é composta por 950 trabalhadores
- É proibido fumar, comer ou fazer lixo nos locais de trabalho da fábrica
- As peças vidradas, as só com porcelana ou outro tipo de peças têm caixotes de reciclagem para cada um dos materiais
- A formação de novos trabalhadores é feita por elementos da fábrica
- Esta formação compreende 5 anos:
3 anos a fazer principalmente desenhos de diversos elementos que poderão vir a compor uma peça
2 anos a trabalhar com guaches e aguarelas
 
Depois destes anos decide-se se o trabalhador vai integrar a área de produção ou a área da pintura.
 
Instalações:
 
A Vista Alegre possui:
- Palácio
- Museu
- Capela
- Bairro social onde vivem alguns dos trabalhadores da fábrica
- Lojas
 

Antigamente…
 
- Toda a mulher que fosse trabalhar para a fábrica tinha de saber cantar e bordar
- Todos os homens tinham de saber manobrar armas e pelo menos um instrumento musical
- Tinham teatro todo o sábado à tarde
- Aprendiam a ler (o que naquele tempo, apenas o clero sabia)
 
Para mais informações e curiosidades, consultem o site da vista alegre!


(1)   http://www.rotas.xl.pt/0804/500.shtm
(2) imagens tiradas de : http://www.vistaalegre.pt/  (uma vez que não nos foi permitido fotografar dentro do estabelecimento)
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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

ADERAV e Liga dos amigos do coração: Um passeio pela cidade (conduzido pelo Dr. Amaro Neves)

A ADERAV e a LAC (Liga dos Amigos do Coração) promoveram, dia 18 de Novembro, um passeio cultural orientado pelo historiador Amaro Neves, cujo itinerário ia desde as Barrocas até à Estação de Aveiro.
Alguns membros do grupo Made in Aveiro participaram no passei cujo programa foi:

10:00 - Concentração no largo fronteiro à igreja do Senhor Jesus das Barrocas - Contextualização de Aveiro no principio do século XVIII com breve historial do tempo, contemplando o enquadramento sociológico da invocação;

 

10:45 - A capela da Senhora da Alegria – Exposição das suas origens medievais com chamada de atenção para as artes mais marcantes do templo: o azulejo antigo e os painéis modernos;

 

Cruzeiro de Sá: observação e considerações sobre alguns aspectos arquitectónicos; razão de ser em Sá.

11:30 - Casas arte-nova, na avenida Cândido dos Reis: típica de Aveiro e chamada de atenção para a preservação da mesma ;

 Notas gerais sobre "o estilo";

12.00 - A Estação do Caminho-de-Ferro - a construção inicial; Enfoque sobre a recuperação do edifício da estação e os painéis aí inseridos.


 

Notas históricas dos locais visitados

O Cruzeiro de Sá:


O velho cruzeiro continua a desafiar a memória dos homens desde quando em tempos de glória, mareantes e pescadores demandavam os confins do império colonial e o bacalhau da Terra Nova. Certa irmandade o mandou erigir, como consta de letreiro, no pedestal da cruz: “ESTA OBRA E SINO MANDOU FAZER ADRE RIBEIRO IVIZ E IOAM PRETO MORDOMO E ATONIO AFOMSO ESCRIVÃO ER D 1554”

Compõe-se de quatro colunas jónicas, assentes em pedestais. Ao centro, porém, uma coluna coríntia de capitel muito corroído suporta uma cruz de feitura moderna. (…) Foram aplicados restos de azulejos dos finais do século XV esverdeados e brancos e outros quinhentistas formando cruzes, todos provenientes do templo.

 

Capela do senhor das barrocas

 

Junto à capela de N.ª S.ª da Alegria, em Esgueira, localiza-se uma outra, a capela do Senhor das Barrocas.

A crescente devoção ao Senhor das Barrocas devida aos milagres que lhe foram atribuídos veio dar origem à edificação de uma capela octogonal. Iniciada a 15 de Novembro de 1722, desconhece-se a sua autoria embora se afaste o panorama de ter sido obra de um arquitecto regional já que o projecto e respectiva execução demonstram que se tratava de um artista com sólida formação. Dez anos depois, a 16 de Novembro procedeu-se à inauguração e bênção do templo.

Tem como uma das principais características o portal principal da capela que se assemelha fortemente ao portal da Biblioteca da Universidade de Coimbra.

 

 

Estação Caminhos-de-ferro

 

Inicialmente a cidade não estava contemplada no projecto inicial devido às dificuldades de execução já que se localizava num local lagunar e húmido. Apenas por intervenção de José Estêvão se acabou por fazer a linha de caminhos-de-ferro passar por Aveiro. Apesar de ter sido acabado em 1864, só mais tarde se viria a construir a “casa” da estação que apenas foi concretizada quando o movimento ferroviário o justificou. Para nós ficou o rico património cultural de que faz parte a grande variedade de azulejos (cerca de meia centena) com motivos regionais: figuras típicas e das fainas mais características. A obra foi assinada por Francisco Pereira e Licínio Pinto e foram um trabalho da mais prestigiada fábrica de Aveiro – Fonte Nova.

 

Esta foi uma manhã de convívio, exercício e aprendizagem, em que pudemos visitar espaços da nossa cidade onde passamos diariamente sem nem reparar na sua presença, desta vez, olhamos para esse espaços com outros olhos.

Entramos na igreja e na capela das barrocas, e assim pudemos ver os seus pormenores arquitectónicos e saber mais sobre a tua história.

De seguida passamos em alguns edifícios arte-nova, onde foram feitas considerações sobre este estilo tão próprio e comum em Aveiro.

Prosseguimos em direcção à estação de Caminhos-de-Ferro de Aveiro onde observámos os azulejos típicos da cidade e onde foram referenciadas alguns referências históricas à cerca da estação, a sua parte antiga e a construção recente



 


No fim do passeio, tomámos alguns minutos ao Dr. Amaro Neves fazendo-lhe um pequeno inquérito sobre alguns aspectos da cidade:

Grupo: Pensa que a cidade está a evoluir no bom sentido?

 

Dr Amaro Neves: Aveiro estará a evoluir no bom sentido, caso contrário nem se poderia falar em evolução, mas sim em regressão. É claro que temos sempre uma perspectiva de desenvolvimento, preservando as características típicas de Aveiro e queríamos vê-las bem defendidas, há sempre algum receio de que isso não possa ser bem assim.

Acredito que está a evoluir com uma suficiente massa critica para que não se façam “disparates” grandes em Aveiro. Massa critica ou seja, com a vossa participação e com a das gentes jovens, porque senão qualquer dia temos as cidades todas iguais em que predominam os ”caixotes” de apartamentos.

 

G: Acha que a evolução tecnológica prejudicou ou poderá prejudicar alguns aspectos culturais?

 

DAN: Não, penso que a evolução tecnológica também é cultural, portanto pode trazer grandes achegas.

 

G: Acha que há uma grande adesão das pessoas relativamente á cultura?


DAN: Já há! E há, também devido a uma maior diversidade de ofertas e portanto não se centrando na cultura de massas.

 Há uma oferta muito diversificada que vai desde o cinema ao teatro, passando pela dança e pela música, etc., até se chegar a esta cultura “um pouco mais erudita”, por assim dizer.

 

G: Acha que a adopção de uma arquitectura mais moderna exerce algum tipo de influência na imagem da cidade?


DAN: Acima de tudo temos de ter uma arquitectura controlada. Há a obrigação de preservar alguns monumentos importantes, mas também de abrir espaço a novas construções. De qualidade, como é óbvio! Não é por serem coisas novas que vai tudo, porque há por aí muita coisa que se resume a “caixotes”.

 

G: Acha que, quando há eventos que têm em conta as tradições da cidade (ex.: Feira das cebolas), estas aderem ou desprezam?

 

DAN: Acho que umas têm sido mantidas e outras também têm vindo a cair em desuso. É natural que isso também aconteça mas há tradições que não devem ser perdidas e é aí que me parece que em algumas situações isso pode acontecer. Penso também que certas tradições como por exemplo fazer a recriação de cenários históricos não é uma coisa que me parece que tenha muito interesse porque recriar a história é fantasiar e romancear a história, para não falar no facto de se tornar uma situação muito repetitiva.

 

G: Acha que têm sido feitos esforços para preservar o património Aveirense e, em particular as casas arte nova como as que vimos hoje?

 

DAN: Penso que tem havido um esforço global nesse sentido e, há marcas que não podem perder-se, tem de haver alguma coisa de diferente, de particular de cidade para cidade.

 

                                                                                                                   

 

 (BREVEMENTE SERÃO ADICIONADAS NOVAS FOTOS).

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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

Visita ao Museu de Aveiro

 

Hoje, dia 5 de Dezembro, pelas 10h30 minutos visitámos o Museu de Aveiro. O museu divide-se por três pisos. No primeiro pode apreciar-se, praticamente, a estrutura do edifício, onde pode encontrar-se algumas peças em exibição; no segundo podem observar-se as exposições permanentes; e no terceiro fazem-se as mostras temporárias.
Apesar de o museu se encontrar em obras na sua maioria, foi-nos possível visitar alguns espaços como: a sala onde se encontra o túmulo da Beata Joana e a Igreja de Jesus.
Apresentamos agora uma cronologia de algumas datas importantes do edifício, onde se encontra o actual Museu de Aveiro.
 
Meados do século XV – Início a construção da primeira pequena casa de D. Brites Leitão, destinada a convento.

16 de Maio de 1461 – Bula papal de Pio II autoriza a fundação da instituição da clausura de freiras denominada Convento de Jesus. D. Afonso V desloca-se a Aveiro para o lançamento da primeira pedra do edifício.

1462 – O monarca dá a D. Mécia um alvará que garante a compra de bens de raiz.

Janeiro de 1465 – Início do funcionamento do convento.
Agosto de 1472 - A princesa D. Joana, filha de D. Afonso V, entra no convento.
Finais do século do século XVI – Novas obras na igreja.

Final do século XVII - Arranque da prosperidade que garantiu obras e melhorias artísticas no interior da igreja. Aparecimento da primeira talha, no templo.

Século XVIII - Continuação da decoração de talha na igreja, principalmente na capelamor. Enriquecimento com esculturas e conjuntos de azulejos coimbrões. Construção da frontaria do convento.

1834 - Decreto que termina com as ordens religiosas.

1877 - Nasce, nas antigas instalações do convento, o Colégio de Santa Joana Princesa.

1910 - Encerramento do colégio.

1911 - Joaquim de Mello Freitas propõe ao Governo provisório a criação de um museu municipal ou distrital, nas instalações do antigo Convento de Jesus, já considerado monumento nacional.

23 de Agosto - A pedido do governador civil Rodrigo Rodrigues, o projecto de Mello Freitas torna-se realidade.

26 de Janeiro de 1914 - Nomeada comissão instaladora do museu. Daqui parte a sugestão de que este seja dirigido pelo arqueólogo e historiógrafo João Augusto Marques Gomes. O museu é instalado na igreja e dependências de valor histórico do antigo mosteiro.
1923 - Início da direcção de José Pereira Tavares.
 
1925 –Começo de obras de adaptação. Alberto Souto, director.
 
1930 - Novas obras : demolição das paredes das celas para criação de salões de exposição e consolidação da base do túmulo de Santa Joana.
 
1932 - Projecto de obras mais completas, da autoria do engenheiro Álvaro Vieira Soares David e do engenheiro/arquitecto Manuel Lima Fernandes de Sá.
 
1935 - Consolidação de algumas das paredes mestras do corpo do edifício; reconstrução completa do coro de cima.
 
1958 – António Manuel Gonçalves, director.
 
1982- Construção dos lavabos e da sala de espera; arranjo da portaria e acesso.
 
1984 – Maria Clementina e Carvalho Quaresma, directora.
 
1986 - Instalação de iluminação e alarmes contra intrusão e incêndio, por todo o edifício.
 
Janeiro de 1992 - Maria de Tavares Lobato Guimarães, nomeada responsável pelo museu; 21 de Junho, directora em regime de substituição.
 
2006 - obra de requalificação total com projecto do arqueólogo Alcino Soutinho. 
 
Novembro de 2008 - Prevê-se a inauguração do museu.
 

 

 

 Algumas das fotos tiradas ao museu:

 

 



  

 

 

 

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

Uma outra perspectiva da cultura!

     Ontem, dia 27 de Novembro, dois elementos do grupo visitaram a D’arte, uma fábrica de azulejaria que tem como funcionalidade a produção de azulejo de pintura manual, podendo também criar, copiar ou restaurar motivos pintados à mão. Deste modo, pretende perverter de alguma forma uma prática industrial desenquadrada de vivências Históricas, de que somos herdeiros.

 

 

     Decidimos fazer uma visita à D’arte, pois a azulejaria é uma tradição portuguesa bem como aveirense, uma vez que podemos ver retratados em muitos locais de Aveiro painéis de azulejo com motivos da cidade, como moliceiros, salinas, etc.
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     Inicialmente foi-nos dito que o primeiro passo era a vidragem (Imagem 6) dos azulejos, dando a cor de fundo dos mesmos, que pode ir desde o branco às mais variadas cores (Imagem 8). Este processo ocorre numa imenso tapete rolante, em que no início se colocam os azulejos por vidrar para passarem numa chamada “cortina”, que continha a tinta. O azulejo ao longo do tapete (Imagem 5) absorvia a tinta, demorando pouco tempo a secar. Passado pouco tempo, tempo necessário até o azulejo se encontrar seco, este será pintado à mão ou é colocado directamente no forno (Imagem7), a cerca de 1000º durante 45 minutos. Passados esses 45 minutos o azulejo está pronto para a sua colocação.
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     Na D’arte podem, além da criação de painéis e de azulejos vidrados de diversas cores, criar-se também faixas de pintura manual, lambrins artísticos, azulejos trinchados, esponjados ou marmoreados.
    Após a visita à fábrica foi-nos possível pintar um azulejo no qual deixámos a nossa marca!
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Legenda das fotografias:
1ª: Slogan da fábrica, pintado num painél
2ª, 3ª e 4ª: Painéis com motivos da cidade
5ª: Tapete onde se coloca o azulejo pronto a ser vidrado
6ª: Vidragem do azulejo
: Azulejos a irem para o forno
8ª: Leque de cores disponíveis
9ª e 10ª: O nosso azulejo
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Para mais informações: http://www.darte.co.pt/
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

Visita à Biblioteca Municipal de Aveiro

No passado dia 8 de novembro, fizemos uma visita à Biblioteca Municipal de Aveiro.

Fizemos um questionário ao recepcionista da biblioteca, que nos recebeu amavelmente.

 

Grupo: A Biblioteca Municipal é um local muito frequentado?

Recepcionista: Sim, muita gente, chegam a entrar por dia à volta de 90 pessoas.

 

G: Qual é a faixa etária que visita mais frequentemente o espaço?

R: Muitos jovens e idosos, mas no geral entram aqui pessoas de todas as idades.

 

G: Acha que a biblioteca é um local importante para o desenvolvimento cultural?

R: Sim, claro que sim!

 

G: De um modo geral, acha que os jovens aderem à cultura?

R: Sim, já houve uma altura pior.

 

G: É natural de Aveiro? Acha que a cidade poderia melhorar em alguns aspectos?

R: Sim sim, e adoro Aveiro! Mudava alguns pormenores na ria que estão abandonados. Além disso sou adepto da preservação das tradições da cidade e acho que não é pela construção de grandes superfícies, como ginásios e hipermercados, que Aveiro evolui.

 

 

Tirámos fotografias à Biblioteca mas infelizmente, não estamos autorizados a divulgá-las no blog pois as pessoas podem usá-las inadequadamente. 

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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

Visita ao ecomuseu da marinha da Troncalhada

         


Com o objectivo de descobrir mais sobre uma das principais atracções turísticas da cidade, decidimos reunir o grupo e visitar as salinas de Aveiro. Para isso deslocámo-nos ao Ecomuseu da Marinha da Troncalhada, onde fomos recebidos e acompanhados pela Dra. Margarida Ribeiro (Câmara Municipal de Aveiro) e pela Dra. Rosa Pinho (Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro).


Segundo as informações recolhidas nesta vista, existem salinas em Aveiro desde o séc. X. Eram então cerca de 500 pontos de extracção de sal espalhados por todo distrito.

O seu número foi diminuindo, tendo sido registadas nos anos 50 cerca de 200 salinas. Actualmente apenas existem 10 marinhas que não funcionam em pleno.

A formação destas marinhas foi possível devido à diminuição do nível do mar que, por volta do séc. XVII, chegava à zona de Esgueira.

Concluiu-se também, através de estudos das argilas, que a ria de Aveiro é uma das formações mais recentes da zona, não tendo mais de 1500 anos.

As Marinhas estão assim divididas por grupos, constituindo no seu todo o “Salgado Aveirense”:


A maior marinha em funcionamento possui 167 meios (parcela mais pequena das salinas) enquanto que a menor apenas tem 18 meios.


O trabalho dos marnotos é sazonal. Em Março/Abril começam-se a avaliar os estragos provocados pelo Inverno, a escoar a marinha e a cortar o torrão. Esta é a fase mais dura para o trabalhador da marinha pois ele tem de reparar toda a área. O torrão é cortado em cubos e é constituído por lodo, argilas e pequenas plantas cujas raízes vão ajudar a suster os muros das salinas. Este é então aplicado, húmido, na marinha depois de ter sido recolhido nos sapais.

No início do verão (Maio/Junho) é feita a cura dos solos. O solo das salinas é então curado por um processo designado por “molhaduras e secaduras” que consiste, tal como o nome sugere, em molhar o solo e a deixá-lo secar para que se forme uma pequena “camada” de sal que vai endurecer a argila e prevenir infiltrações de água nos solos. Para este processo é necessário vento, muito calor e, claro, água salgada.

Em Julho começa a produção de sal que se pode estender até Agosto ou Outubro, dependendo das condições climatéricas.


As salinas funcionam por acção da gravidade: a água vinda do canal é armazenada nos “viveiros” onde ficam depositadas areias e argilas. Seguidamente, e à medida que a água vai passando pelos diversos “tanques”, são filtrados carbonatos de potássio, hidróxido de ferro, e enxofre. Quando chega aos cristalizadores, onde a concentração de sal pode chegar às 30g/l de água, dá-se entao a evaporação e recolha do sal.


A Dra. Rosa Pinho falou sobre a vegetação que vive neste tipo habitat. São plantas que resistem a salinidade, sendo denominadas halófitas. Uma das espécies é a Salicórnia (Salicornia ramosissima), planta comestível e muito utilizada em saladas em outros países, como por exemplo a Holanda.

Esta actividade permitiu-nos analisar mais um dos pontos importantes da cidade e ao mesmo tempo aprender e alargar o nosso conhecimento em novas áreas.

 

          

 

 

 (Fotos tiradas por nós).

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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

Visita à Fábrica da Ciência Viva

No antigo edifício das moagens, encontra-se um dos projectos da Universidade de Aveiro denominado Fábrica da Ciência Viva.


Este centro tem como principal objectivo a desmistificação da ciência através de 4 componentes: diversificação, informalidade, motivação, e choque.

  • Diversificação – para além deste não se resumir só à ciência, cada visitante pode também escolher o que quer fazer neste centro.
  • Informalidade – lá, tratam as pessoas de igual modo, adaptando apenas o discurso à idade e ao tipo de cada um.
  • Motivação – tentam despertar o interesse para a ciência 
  • Choque – tentam captar a atenção dos visitantes, demonstrando que a ciência está presente até nas coisas mais banais.

No dia 17 de Outubro, pelas 10 horas e 30 minutos, visitámos as suas instalações com o objectivo de contactarmos de perto com um dos mais prestigiados projectos da cidade.


Tivemos o privilégio de ser acompanhados pelo Dr Manuel Valença, que começou por nos explicar que a Fábrica não pretende fornecer respostas para a ciência: pelo contrário, pretende suscitar mais perguntas por parte dos visitantes, despertando a sua curiosidade.

 

Como pudemos observar ao longo da nossa visita, este espaço tem lugar não só para a ciência pura, mas também para a ciência ligada às artes.

 

Em primeiro lugar fomos informados que neste centro se realizam workshops variados, que visam ir de encontro às preferências de cada um.

 

Ficámos a saber que a fábrica ainda é um projecto em desenvolvimento, e à medida que se expande vão-se construindo mais salas que vão albergar cada vez mais exposições.

 

Numa primeira sala, encontravam-se vários jogos e aplicações científicas, muito simples, sobre as quais posteriormente as pessoas interessadas poderiam procurar informações num "quiosque".

 

 
 

 

 

Quando estávamos preparados para começar a explorar as outras salas, fomos surpreendidos por um grupo de crianças que diziam entusiasmadas:

- Isto é “muita” fixe!!!

Contudo, ao entrarem numa sala, o entusiasmo deu lugar ao silêncio e à concentração.

Seguimos para essa mesma sala, onde nos deparámos com um simples laboratório onde ocorrem frequentemente experiências como: extracção de DNA, criação de Pegamonstros, e análise da cor da luz.

 



Passámos depois para uma sala multifunções, onde se podem ver filmes a 3 dimensões (3D) como “O interior da célula” e “O fundo do mar”, dos quais o primeiro ganhou o prémio de revelação científica há alguns anos.

 

 

De seguida visitamos um espaço dedicado a robótica, onde pudemos observar robôs em acção, fazendo diversas coisas.


 


 


Vimos também uma sala dedicada à nanotecnologia. Foi-nos explicado que, ao contrário de outros países europeus, Portugal ainda se está a habituar a este conceito inovador.

Soubemos também que um dos prémios Nobel da Física foi atribuído a Albert Fert e Peter Grunsberg, pelo seu trabalho com a nanotecnologia.

 

Visitámos uma sala dedicada as crianças, onde se contam histórias e se fazem jogos, todos relacionados com ciência mas apropriados para os mais pequenos.




Vimos também uma exposição denominada "Aprender a Brincar" onde, também no âmbito da infância, observamos que existe ciência até nos brinquedos, neste caso brinquedos indianos.

 



Por fim vimos, através de um vidro, a cozinha. Nela, os visitantes podem fazer pão ou mousse que depois podem facilmente levar para casa.

 

Concluímos assim que a Fábrica da Ciência Viva é um espaço para todas as idades que pode e deve ser visitado, tanto a nível académico como por famílias que pretendam passar um fim-de-semana diferente e muito dinâmico!


 

abertura ao público
3ª a 6ª feira 10h00 >18h00
sábados, domingos, feriados e durante o mês de Agosto 11h00 > 19h00
encerra às 2ª feiras


Para mais informações consultar o site: http://www.ua.pt/fabrica



Legenda das fotografias:

1ª: Painéis identificativos do espaço no seu exterior. *
2ª, 3ª, 4ª e 5ª: Sala de diversas aplicações e projectos científicos. Nas imagens da esquerda, encontra-se o Sr. Manuel Valença. *

6ª: Grupo de crianças no laboratório. *

7ª: Sala multifunções. *

8ª, 9ª, 10ª e 11ª: Robôs e as suas diferentes actividades. *

12ª: Sala dedicada às crianças. *

13ª: Exposição "Aprender a Brincar". *

* Fotografia tirada por nós.


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Visita ao Diário de Aveiro e estúdio de rádio Aveiro FM

   

  

        
No passado dia 16 de Outubro, o grupo deslocou-se à redacção do Diário de Aveiro e ao estúdio da Aveiro FM.
            
Tivemos o privilégio de ser recebidos pela jornalista Sandra Simões, que nos orientou nesta visita, dando-nos a conhecer de perto o funcionamento, as estratégias da redacção e as etapas de trabalho.
 
Redacção do Diário de Aveiro:
 
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Primeiramente, informaram-nos que o Diário de Aveiro é o único jornal diário do distrito.
 
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Quanto ao trabalho jornalístico, este funciona como um ciclo composto por três partes: redacção, paginação e, finalmente, impressão. Deste modo nestas diferentes fases, existem três sectores com pessoas especializadas em cada uma das áreas.
           
Neste jornal cada jornalista não tem um tema específico à excepção dos de desporto.
 
Em relação à informação em si, esta aparece sempre com uma imagem de forma a tornar a notícia mais apelativam, como em qualquer jornal.
 
Relativamente à sua estrutura externa, a impressão global é a preto e branco, sendo apenas a primeira e última página a cores à excepção das páginas com publicidade. Nestas, a impressão a cores é paga pelos próprios publicitários, aparecendo esta sempre em baixo.
 
  • O que chega à secção da impressão são apenas esboços que incluem as notícias e publicidades que irão aparecer no dia seguinte.
 

 
 
Estúdio Aveiro FM:
 
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Quanto à rádio não nos foi possível assistir a nenhuma emissão em directo mas tivemos a oportunidade de explorar o espaço. Este era composto por dois estúdios principais: um estúdio para o directo e outro para as gravações, onde a voz, música e os efeitos são organizados no computador e arranjados para posteriormente serem emitidos – Edição. Este método pode também ser utilizado, para gravações de entrevistas, quando a pessoa entrevistada não se encontra disponível para o directo.
 
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No âmbito do concurso, perguntámos à jornalista Sandra Simões, o que mudaria em Aveiro, ao que esta respondeu “o trânsito”.
 
A nossa visita foi posteriormente publicada, no Diário de Aveiro do dia 18 de Outubro:
 
 

 

 
 Para mais informações consultar os sites: http://www.diarioaveiro.pt  e http://www.aveirofm.net
 
Legenda das imagens:
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1ª e 2ª : Sala de Redacção do Diário de Aveiro
3ª: Esboço dos Anúncios de 14 de Outubro
4ª e 5ª : Estudios da Aveiro FM
6ª: Notícia sobre a nossa visita
 
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publicado por madeinaveiro às 11:26
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